sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O peso da onisciência

Cai uma chuva fina, como se o mundo começasse a chorar...e os raios ao longe, silenciosos mostram a fúria discreta da natureza com as nossas ações.
Tem dias que são terríveis em nossas vidas, mas passamos por eles como vencedores, nos agarrando a breve miragem de um amanhã melhor...mas hoje não!!! Hoje é um dia daqueles que por mais terrível que possa ter sido, eu olho pra frente e vejo um amanhã pior, aquele fio de esperança não está a esperar pelos morto e feridos, apenas o peso inimaginável da nossa própria consciência. Tudo se resume em culpa! Odiamos, xingamos o mundo, seus integrantes, e Deus pelas coisas que não saem exatamente como queríamos, e colocamos a culpa das nossas decisões neles, e nos isentamos da responsabilidade que temos em todas as decisões de nossas vidas, por mais difíceis que sejam. O tempo passa, tudo fica no passado, o ódio, todos os sentimentos confusos do momento, as palavras proferidas sem pensar, as impressões, tudo passa...mas fica uma coisa incomoda, aquela coisa que sempre estará ali, que nunca será bem definida, pois é claro não queremos observa-la, mas estará lá! Um determinado dia, quando menos esperamos, ela vem a tona, sem motivo ou porque, ela desconta e pede o acerto de contas, sem querer saber se tudo foi justo ou não, se não tivemos escolha ou não, nem se éramos fortes ou não, ela simplesmente nos cobra, e sempre com juros.
Culpa cruel e infame, que nos afunda até tirar o sangue, que nem sempre para ao tira-lo, e de onde ninguém consegue nos tirar. Um caminho solitário, com todo mundo ao nosso redor, um caminho cruel, pois nosso algoz é a nossa sombra.

Nenhum comentário: